CONEXÃO iNTERnACIONAL

Essa é a linha de ações do FID dedicada ao fomento e promoção da dança brasileira e às relações entre o Brasil e os outros países.

O FID se posiciona como SULREAL – Por epistemologias do Sul, isto é, a favor da produção de conhecimentos e por uma ecologia de saberes múltiplos pautados pela autonomia do pensar e ser independente.

Espetáculos

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Rosas danst Rosas

Rosas (Bélgica)

  • DURAÇÃO 100'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA 12 anos
  • LOCAL Grande Teatro Sesc Palladium
  • DATA E HORA 01 de Nov às 20h30

Coreografia que marca a fundação do Rosas, em 1983.

A música, de Thierry De Mey (inventor do maximalismo, videomaker e propositor de instalações de dança) e Peter Vermeersch (como Thierry, um freqüente colaborador de coreógrafos belgas) composta em conjunto com a criação da coreografia, foi a força motriz por trás da dança. Essa relação especial e não óbvia entre dança e música (na qual não são colados os passos) estava para se tornar uma constante no trabalho de Anne Teresa De Keersmaeker.

En Atendant

Rosas (Bélgica)

  • DURAÇÃO 100'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA 12 anos
  • LOCAL Grande Teatro Palácio das Artes
  • DATA E HORA 02 de Nov às 20h30

Como ponto de partida a Ars Subtilior: uma forma de música polifônica (que será tocada ao vivo) complexa baseada em dissonância e contraste, desenvolvida nas ruínas da “peste” e da Igreja, numa época (século XIV) em que os pilares sociais, políticos e religiosos da sociedade medieval estavam fragmentados. Hoje, este rompimento parece estar mais relevante do que nunca.

Sinalizando algo diferente na história coreográfica de Anne Teresa, e, recheado de estranhamento, En Atendant opera nas respirações, na ausência, surfa em ondas lógicas de incompletude.

The continuum: Beyond the killing fields

TheatreWorks (Singapura)

  • DURAÇÃO 110'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA 16 anos
  • LOCAL Teatro Sesiminas
  • DATA E HORA 29 e 30 Out às 19h

Uma dança documental sobre a tragédia inominável sofrida pelo povo cambojano, durante o regime ditatorial de Pol Pot, no final dos anos setenta. Tendo à frente a artista mestra Em Theay, bailarina-professora do Cambodian Royal Classical Dance, sobrevivente do massacre, no qual nove entre dez artistas foram mortos, apresenta a dança, a música e o teatro de sombras tradicionais cambojanos em meio a vídeos documentários – todos conectados pela contação de estórias dos artistas cambojanos. De acordo com o grupo, a peça se tornou um processo de superação do que se passou, algo curioso porque predomina no país ações de esquecimento, não por confrontamento, mas por encobrimento de ignoração da experiência do massacre ocorrido. É uma lição a todos nós, diretamente ou indiretamente relacionados aos grandes genocídios, assim como os aniquilamentos cotidianos que procuramos encobrir ignorando-os.

Aaleef

Cie Anania / Taoufiq Izeddiou (Marrocos)

  • DURAÇÃO 40'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA Livre
  • LOCAL Espaço Cultural Ambiente
  • DATA E HORA 27 de Out às 20h e 28 de Out às 21h

“Hoje quebrei meus dentes enquanto tentava morder as barras da janela. Cuidadosamente mantive o gosto do ferro na pele da minha língua.” Com esta fala, o coreógrafo Taoufiq, descreve uma possível cartografia de seu corpo-mundo. Buscando entender quem é ele e qual é o seu lugar no mundo, parte da aceitação de suas circunstâncias, como por exemplo, estar em um lugar que existem barras na janela. Assim, ele indica que não há corpo fora do mundo ou mundo sem corpo.

Âataba

Cie Anania / Taoufiq Izeddiou (Marrocos)

  • DURAÇÃO 60'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA Livre
  • LOCAL Teatro Oi Futuro Klauss Vianna
  • DATA E HORA 29 e 30 de Out às 21h

“Âataba” (o limiar) conta com a contundente presença de cinco bailarinas: quatro marroquinas e uma francesa com a tarefa de traduzir para o público a tensão existente entre o que é autorizado publicamente e como o que não é tem que desaparecer (“publicamente”) para aparecer. Esta é a cultura tradicional e rígida do Marrocos, país de Taoufiq, onde homens e mulheres têm vida dupla. Nas ruas, a exibição do status profissional ou religioso prevalece e, nos bares, escondidos, onde é possível haver uma pausa nas convenções que são rigidamente vigiadas.

Kneeding

Jefta van Dinther/SURE BASIC (Holanda)

  • DURAÇÃO 50'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA Livre
  • LOCAL Funarte MG
  • DATA E HORA 01 e 02 de Nov às 19h

A palavra “kneeding” é uma mistura de “amassar” e “necessitar”. O princípio norteador desta obra parece ser que os três corpos dançantes devem estar, necessariamente, em um estado permanente do corpo se amassando. Este tipo de estado é também interessante como proposta para o público deixar de lado a expectativa por formas “finais” e “arrumadinhas”, e adotar a percepção como uma forma de mastigação. Ou deixar que “kneeding” massageie sua percepção.

Cavalo

Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial / Michelle Moura (Curitiba)

  • DURAÇÃO 25'
  • INDICAÇÃO ETÁRIA 12 anos
  • LOCAL Funarte MG
  • DATA E HORA 27 de Out às 19h e 28 de Out às 19h30

Michele empresta do Candomblé a figura do “Cavalo”, pessoa que oferece seu corpo como veículo para que um espírito possa interagir com a matéria, propondo a desestabilização de hábitos perceptivos. Como a percepção é sempre uma ação que o corpo faz, a mudança dos hábitos perceptivos implica em renegociar as relações já estabilizadas entre corpos e ambiente. Uma das formas disso acontecer é também rever nossos conceitos. Então, talvez, podemos pensar não que o Cavalo empresta seu corpo, mas que todo corpo já está emprestado todo o tempo, ao mundo. E, que cada-um-corpo é sempre um compartilhamento de outros e que, portanto, nossa percepção é distribuída e pública.

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