Depoimentos FID 15 anos

Veja depoimentos de importantes personalidades da Cena Cultural sobre o FID e sua trajetória ao longo desses 15 anos.

Depoimentos

“O FID tem papel fundamental, indutor, formador e disseminador na pesquisa e abertura de novos caminhos no campo da nova dança no Brasil e no mundo. Sintonizado com o que há acontece de mais importante nos circuitos de ponta, fora do mercado, rigoroso em seus princípios e na seleção de sua programação, sempre composta a partir de temas e relações pouco ou quase nada usuais, o FID consolidou-se como uma iniciativa única, de ampla repercussão e desdobramentos, atraindo a atenção e a participação dos criadores mais vigorosos e singulares das mais diversas áreas do pensamento e da cultura. No Brasil, representou em seus primórdios e continua representando até hoje um espaço essencial para a discussão  e formulação de políticas públicas, no seu mais valoroso sentido, e na celebração parcerias para a viabilização de projetos de jovens artistas e de linguagem experimental.

Renovando seu trabalho, refletindo seus acertos e possíveis descompassos, mantendo-se fiel aos valores e princípios que moldaram seu caráter e nortearam sua atuação, trabalhando para a expansão seu raio de ação, sem concessões ou receios, o FID continuará sendo referência, fonte de saber e exemplo para o mundo”.

Eleonora Santa Rosa
Ex-Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais,
produtora cultural e fundadora e diretora do Santa Rosa Bureau Cultural.

 

“O FID mais que um evento, é um encontro. De artistas, de propostas, de linguagens, de caminhos, de entendimentos do que é e de como se dá a dança. Isso, por si só, é uma grande colaboração para o fomento, o crescimento e a consolidação de uma cena artística. Belo Horizonte está hoje no mapa da dança brasileira (e, por que não, mundial) muito pela existência do FID – não apenas pela sua realização, claro, mas também com o auxílio luxuoso de nomes que construíram em Minas as bases da dança contemporânea no país, leia-se Carlos Leite, Klaus Vianna, Transforma, Grupo Corpo e outros tantos de extrema relevância. O FID não apenas é, antes de tudo, fruto disso, como também mantém viva a ideia de todos esses antecessores: coragem, ousadia e busca de uma identidade própria.

Consolidar-se num país que mal incentiva a cultura, o que dizer então da dança, já é uma conquista. Mas o FID foi muito além: formou plateia, incentivou associações de classe, incentivou a pesquisa e a criação, publicou livros, fomentou o conhecimento acerca do universo da dança contemporânea.”

Soraya Belusi
jornalista do jornal O Tempo

 

“Existe um valor muito grande de se completar 15 anos. Principalmente, nesse país onde a permanência é algo raro. Eu trabalho com produção de eventos e sei bem as dificuldades de levantar um projeto como este, ano após ano, buscando patrocínio. Acho as produtoras do FID muito corajosas e bem sucedidas.”

Baby Mesquita
Mimulus Cia de Dança

 

“O FID é pioneiro nesse tipo de evento no Brasil. Além disso, o FID criou um fomento incrível de conhecimento e de compartilhamento de informações entre as cias. É um evento completo que leva a dança para um público que não tem tanto acesso. O legado maior do FID é a formação de público e a visibilidade que ela traz para a área e grupos locais. O FID tem que ser patrimônio de Minas Gerais, deve ser um programa a ser copiado, modelo. A iniciativa é louvável e durar 15 anos mostra consistência.”

Keyla Monadjemi
produtora do Meia Ponta Cia de Dança

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