Zonas Autônomas Temporárias
São praticas coletivas de reflexão e ações visando à autonomia da Dança e do Corpo na contemporaneidade. Abrangem teoria e prática. O trabalho coletivo é desencadeado por propositores (coordenadores) que podem ser artistas e/ou acadêmicos.
Algumas Zats já promovidas
- Em 2006, o ciclo de estudos e ações, com tema a Dança e o Direito, fortalecendo e capacitando a gestão de companhias no entendimento do Direito Autoral na Dança.
- Em 2007, sob o tema de Propostas de Desimperialismos, acadêmicos e políticos foram convidados para a coordenação das conversas.
- E 2008, o tema Por uma Epistemologia Sul teve o foco dos trabalhos, também por acadêmicos.
Corpo alucinado – Hallucinatory body
21 A 30 DE OUTUBRO
Oficina aberta a dançarinos, coreógrafos e artistas visuais
Resultado da seleção para residência de Lynda Gaudreau
1. André Lage
2. Carina Costa
3. Cintia Napoli
4. Cyntia Reyder
5. Claudia Lobo
6. Cristiane Marques
7. Fabíola Tasca
8. Ivan Sodré
9. Letícia Carneiro
10. Marcelle Louzada
11. Márcia Neves
12. Sandra Corradini
13. Tana Guimarães
14. Thembi Rosa
15. Violeta Penna
Sobre
Como o corpo se transforma em uma imagem fotográfica, um performer, na figura de uma pintura? Como um corpo se torna um objeto sólido e depois, transparente, sempre mudando sua identidade?
Coreografia não se restringe ao corpo, mas também diz respeito à organização e contínua construção de espaço.
Essa oficina, experimental e híbrida, nos limites da coreografia e de uma exposição, pretende investigar a fricção e a relação entre coreografia e artes visuais através do corpo, do objeto, de imagens em movimento e estáticas.
A oficina será dividida em duas partes. O enfoque da primeira é mais teórico com discussões acerca de questões diversas, discussões, intercâmbio e compartilhamento entre os participantes. A segunda parte será dedicada à prática que, a cada dia, acontecerá em diferentes locações. Aqui, os participantes serão convidados a traduzirem em prática as questões submetidas ao grupo. Como essa parte de pesquisa será realizada in situ, em locais públicos, deverá incluir uma certa “performatividade”.
Em locais públicos ocorrerão as investigações teórica, videográfica e performativa em que cada participante será convidado a conduzir sua própria pesquisa assim como contribuir e participar na pesquisa conduzida por Lynda Gaudreau durante sua estadia em Belo Horizonte.
Lynda Gaudreau
Coreógrafa, curadora e pesquisadora, Lynda Gaudreau cria trabalhos ambientais aberto à colaboração de vários artistas e práticas artísticas. Seu trabalho, frequentemente minimalista e desenvolvido em séries, é essencialmente um jogo em quantidades de tempo, espaço e movimento. Sua coreografia está em diálogo com as artes visuais, arte sonora, filosofia, literatura, cinema e arquitetura.
As atividades de Lynda Gaudreau englobam:
- criação de coreografia para o palco, geralmente focada na forma de solo;
- trabalhos de curadoria que encorajam a interseção da dança e das artes visuais;
- encorajamento da produção de criações artísticas no De Studio, um estúdio experimental, como orientadora ou mentora.
A prática coreográfica de Lynda Gaudreau é colaborativa e acolhe artistas da dança e de outras disciplinas. Ela convida artistas a colaborarem com suas próprias criações assim como cria projetos com e para seus pares.
A coreógrafa e sua Compagnie De Brune tem colaborado com algumas das mais prestigiosas organizações artísticas do Quebec, Canadá e Europa. Por muitos anos, na década de noventa, Lynda foi colaboradora do Festival Klapstuk em Leuven (Bélgica). Além do Klapstuck, outras organizações belgas das mais prestigiosas, também apoiaram seu trabalho enquanto Lynda e sua cia trilhavam uma carreira internacional, sobretudo na Europa. Desde 2001, o Théâtre de la Ville, em Paris apresenta quase todos os seus trabalhos e também coproduziu suas obras mais recentes. Como professora convidada da coreógrafa Anne Teresa de Keersmaeker/Grupo Rosas ministra, frequentemente, aulas na escola P.A.R.T.S. (Performing Arts Research and Training Studios). Seu trabalho é apresentado em diversos países como: Canadá, Brasil, Áustria, Inglaterra, Alemanha, França, Espanha, Croácia e Israel.
Além de suas produções, seu processo coreográfico inclui uma considerável proporção de trabalho curatorial e de orientação (mentorship). Desde 2005, ela instiga vários eventos em Montreal, principalmente para as gerações de jovens artistas, tais como o Clash e o In Limbo, apresentados em parceria com o Tangente.